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Inclusão na hora de brincar

Por Diversidade na Rua, em 14 de setembro de 2017
  • Foto de Diversidade na Rua
    Diversidade na Rua

    em 14 de setembro de 2017 às 08:27:39

    Fazer com as pessoas e não por elas é o que guia o trabalho da psicóloga clínica e fotógrafa Marta Alencar, criadora do personagem Tina Descolada, uma jovem cadeirante. Por ter este propósito em comum, Marta (e Tina) elaboraram em conjunto com a equipe do projeto Diversidade na Rua, da Mercur, o tema do Debate Aberto do mês de setembro: Inclusão na hora de brincar. O debate acontece no dia 18 de setembro, a partir das 19h30, com mediação da profissional, neste espaço.
    Participem.

  • Foto de Diversidade na Rua
    Diversidade na Rua

    em 18 de setembro de 2017 às 19:30:38

    Boa noite pessoal. Tudo bem? Estamos online para conversamos sobre o tema "Inclusão na hora de brincar" com a Psicóloga clínica, Marta Alencar. Ela atua na Associação Mineira de Reabilitação (AMR) e é criadora do personagem Tina Descolada, uma jovem cadeirante. Segundo Marta, a inclusão começa quando um brinquedo representa as diferenças humanas e é capaz de promover a educação inclusiva de forma mais natural e também quando se cria espaços para a convivência com a diversidade. Fiquem à vontade para participarem do bate-papo. Desejamos uma ótima conversa a todos. Equipe Diversidade na Rua - Mercur
    • Eliane Lemos Ozores
      Eliane Lemos Ozores

      em 18 de setembro de 2017 às 19:34:38

      Boa noite a todos vocês! Tudo bem com você Marta?
  • Foto de Marta Anisia Alencar
    Marta Anisia Alencar

    em 18 de setembro de 2017 às 19:39:47

    Boa noite, obrigada a Mercur pelo convite e a pela participação de vcs! será um prazer trocar minha experiência sobre o tema inclusão na hora de brincar.
  • Foto de Marta Anisia Alencar
    Marta Anisia Alencar

    em 18 de setembro de 2017 às 19:40:51

    Boa noite Eliane tudo bem, que bom que está por aqui!
    • Eliane Lemos Ozores
      Eliane Lemos Ozores

      em 18 de setembro de 2017 às 19:45:30

      Esse tema me interessa muito. Tenho realizado oficinas sobre LUDICIDADE sob a ótica da inclusão. Ter sua presença falando sobre o tema é muito bom.
  • Foto de Adriane Cruz
    Adriane Cruz

    em 18 de setembro de 2017 às 19:45:49

    Oi, como você acha que as famílias devem agir, em situações que a pessoa com deficiência é proibida de brincar em parquinhos de bares e restaurantes, chamar a polícia ?
    • Marta Anisia Alencar
      Marta Anisia Alencar

      em 18 de setembro de 2017 às 19:50:11

      Oi Adriane, eu prefiro não ter esse tipo de abordagem. Por isso o meu trabalho é voltado para a educação e sensibilização.
    • Adriane Cruz
      Adriane Cruz

      em 18 de setembro de 2017 às 19:52:54

      Marta, a representatividade está em alta, bonecos com várias deficiências e cores, mas os brinquedos nos espaços públicos não são acessíveis, a criAtividade tem de ser sempre utilizada, para utilizar estes locais de modo a adaptar os brinquedos,para as deficiências variadas, você acredita que hoje os gestoras públicos já conseguem entender melhor está necessidade ou as famílias vão precisar de mobilizar mais para surgirem brinquedos acessíveis nos espaços públicos ?
  • Foto de Fernanda Dreier
    Fernanda Dreier

    em 18 de setembro de 2017 às 19:51:05

    Boa noite, Marta! Eu gostaria de saber como as crianças recebem a Tina nas oficinas. Você a leva para as escolas? Como reagem? Com mais naturalidade que os adultos ou há algum estranhamento? Pergunto porque hoje as brincadeiras e personagens infantis - todos criados por adultos - acabam segregando muitas pessoas - seja por gênero, classe, tipo físico - e algumas vezes me parece que para as crianças é tudo tão natural. Que no mundo delas essa segregação não existe naturalmente, mas é imposta pelos adultos. Você pode relatar um pouquinho dessa experiência com eles?
    • Marta Anisia Alencar
      Marta Anisia Alencar

      em 18 de setembro de 2017 às 20:01:20

      Oi Fernanda, boa noite! Quando vou em oficinas ou escolas/oficinas levo a Tina e outros bonecxs adaptados, geralmente elas recebem com uma expressão de admiração ou de impacto diante da novidade, mas vc tem razão a maioria lida com naturalidade depois desse primeiro momento. Quando apresento uma boneca que usa bengala para uma criança que usa o mesmo equipamento é muito interessante a reação é de reconhecimento. Uma garota disse "É igual a mim" com expressão de felicidade.
    • Fernanda Dreier
      Fernanda Dreier

      em 18 de setembro de 2017 às 20:21:21

      Que bonito! Houve uma época em que falar de deficiência era quase sempre falar de dor, de sacrifícios, de hospitais, enfim, de coisa boa quase nada. Hoje vejo que tratar o assunto com positividade tem levado muitas pessoas a viver com um olhar muito mais leve e real. Obviamente não se exclui tudo que ainda é preciso conquistar. Tem vários blogueiros que relatam suas experiências de vida e tem tanta coisa bacana e inspiradora. Ontem li uma matéria sobre o canal do YouTube "Vai uma mãozinha aí?", da Mariana Torquato, e achei maravilhoso como ela compartilha o dia a dia. Que bom se cada vez mais as crianças puderem se reconhecer e sentirem-se aceitas cada vez mais cedo. Autoestima é tudo na vida. Se há pesquisas comprovando que agir e falar gentilmente com plantas as faz crescer e florescer, imagina com humanos! Você pode falar um pouco sobre essa construção de autoestima na criança? Em que momento ela acontece?
    • Marta Anisia Alencar
      Marta Anisia Alencar

      em 18 de setembro de 2017 às 20:35:42

      Muito bacana a Mariana Torquato, penso que é por aí que podemos mudar essa realidade, ajudar a construir uma identidade positiva sair do foco da deficiência como algo ruim ou doença mas apenas uma diferença, temos que ver e valorizar as outras características das pessoas. Sobre a auto estima a construção de uma estima positiva ou negativa se dá a partir do olhar das pessoas que referências da criança. Olhar de amor, aceitação, reconhecimento e valorização das habilidades poderá naturalmente gerar uma estima positiva, o amor próprio. E o contrário a possibilidade de gerar um auto amor negativo. Mas acredito que isso pode ser ressignificado em processo terapêutico.
  • Foto de Marta Anisia Alencar
    Marta Anisia Alencar

    em 18 de setembro de 2017 às 19:53:36

    Adriane, acredito que temos muito o que fazer para mudar as atitudes em relação as PCDs e como conheço seu trabalho, sei que está contribuindo muito para essa mudança.
  • Foto de Cristiane Vallecilo de Souza
    Cristiane Vallecilo de Souza

    em 18 de setembro de 2017 às 19:53:37

    Boa noite a tds.... na página do Facebook vi a personagem Tina em ambientes diversos . A minha única preocupação é com possíveis frustrações que uma criança cadeirante possa vir a ter diante de limitações do espaço. Em nosso país a acessibilidade arquitetônica é muito precária. E os ambientes do brincar não são exceção. A comparação que a criança possa fazer ao perceber q a Tina consegue estar em todos os lugares e ela não.
    • Marta Anisia Alencar
      Marta Anisia Alencar

      em 18 de setembro de 2017 às 20:09:09

      OI Cristiane, você tem razão e sempre tive essa preocupação ética. Mas o que tenho de resposta do meu trabalho é positivo! O que vejo e as pessoas que estão próximas de mim me dizem é que a Tina é uma inspiração e mostra possibilidades. Quando coloco a Tina em lugares inacessíveis digo : No reino do imaginário podemos tudo, no reino da realidade cada um deve saber do seu possível. Acredito que podemos sonhar e imaginar muitas muitas coisas que não podemos fazer.
  • Foto de Adriane Cruz
    Adriane Cruz

    em 18 de setembro de 2017 às 20:05:38

    Colocar nas ruas as diversidades já é um fato real, pela sua experiência a nova geração é inclusiva ou ainda teremos muito a aprender?
    • Marta Anisia Alencar
      Marta Anisia Alencar

      em 18 de setembro de 2017 às 20:13:42

      Adriane, temos muito o que fazer!!! Vamos continuar fazendo? Hoje me sinto feliz em levar o tema e ações sobre inclusão/diversidade em lugares que antes não se falava. Essa semana fui convidada para ser consultora e levar crianças para participar de gravações de um aplicativo sobre educação. Considero isso de grande importância.
    • Marta Anisia Alencar
      Marta Anisia Alencar

      em 18 de setembro de 2017 às 20:20:28

      Melhor dizendo temos muito a aprender e a ensinar não é mesmo Adriane, vc tem feito um grande trabalho com as famílias aqui em BH.
  • Foto de Marta Anisia Alencar
    Marta Anisia Alencar

    em 18 de setembro de 2017 às 20:17:10

    Eliane, você tem uma boa experiência, conta um pouco sobre a seu trabalho em SP.
  • Foto de Marcia Donizeti Hebling
    Marcia Donizeti Hebling

    em 18 de setembro de 2017 às 20:26:22

    Incluir uma criança na hora de brincar requer mais do que muita imaginação do docente, necessita de brinquedos adaptados que consiga comportar as mais diversas necessidades existentes. Seria inclusão por exemplo levar a turma pra brincar no parque e seu aluno cadeirante, portador de paralisia cerebral ficar num canto observando os amigos brincarem??? Claro que não. É desses brinquedos que estou falando, eles precisam ser adaptados a uma cadeira de rodas por exemplo. Bem melhor seria se os predios das escolas fossem planejados com base no desenho universal que traria acessibilidade a todos sem o menor cobtrangimento pra que essas crianças especiais tenham livre acesso a área de recreação.
    • Marta Anisia Alencar
      Marta Anisia Alencar

      em 18 de setembro de 2017 às 20:42:22

      Isso mesmo Márcia, temos muito o que melhorar em relação a acessibilidade de modo geral, brinquedos com desenho universal em todos os lugares seria o ideal, assim ninguém ficaria de fora, sendo apenas um expectador.
    • Adriane Cruz
      Adriane Cruz

      em 18 de setembro de 2017 às 20:46:28

      Por isso temos de ser muito criativos,aqui em Bh no parque municipal tem um brinquedo acessível, quebrado que não da para brincar, mas coloco meu filho nos outros brinquedos e o seguro, não é confortável para nós dois, mas ele não fica assistindo nada, comigo ele vai em tudo, e me sinto super frustada de ver que os educadores não conseguem usar a criatividade diante de uma criança com limitações. Ele é deficiente sim, mas é criança e deseja brincar, ouse e o sorrisão e crescimento tanto motor como intelectual dele te surpreenderá.
  • Foto de Adriane Cruz
    Adriane Cruz

    em 18 de setembro de 2017 às 20:49:43

    Minha experiência com a Tina é muito boa, com ela consigo ajudar as mães a utilizar o lado lúdico adormecido nelas e brincar mais com os filhos, para você Marta é nítido que as mães que conseguem brincar com a Tina passam a brincar mais com os filhos sem reservas porque os brinquedos não são acessíveis?
    • Marta Anisia Alencar
      Marta Anisia Alencar

      em 18 de setembro de 2017 às 20:58:02

      Obrigada Adriane! o meu sonho/projeto futuro é criar uma fabrica de brinquedos para crianças típicas e com deficiências e aprender desde cedo a lidar com naturalidade com as diferenças humanas.
  • Foto de Diversidade na Rua
    Diversidade na Rua

    em 18 de setembro de 2017 às 20:54:38

    Chegamos ao fim de mais um debate! Obrigado a todos pela participação, em especial, à Marta que dividiu sua experiência conosco e ampliou nosso olhar sobre o tema "A inclusão na hora de brincar". Se você tem uma sugestão de tema para um próximo debate, encaminhe e-mail para diversidade@mercur.com.br. Um abraço e até o próximo debate.
    • Marta Anisia Alencar
      Marta Anisia Alencar

      em 18 de setembro de 2017 às 21:00:03

      Obrigada pela participação de todas!!! Obrigada a Camila e Fernanda da Mercur, pelo convite e planejamento do debate! Um forte abraço!!!
  • Foto de Marta Anisia Alencar
    Marta Anisia Alencar

    em 18 de setembro de 2017 às 20:54:42

    E o mais grave é que os brinquedos de parques são quebrados por crianças típicas, falta aos pais ensinarem que é preciso respeitar e cuidar dos bens públicos e que aquele brinquedo é para ser usado por crianças em cadeiras de rodas.
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